as tainhas que outrora miravam
o morro da concha pra subir a serra afora
e se espraiar pelos riachos,
hoje em dia se perguntam,
meu caminho, por onde faço?
agora aqui do lado,
só essa boca de vala,
mais pra cima a coisa tá feia,
a sujeira, nem se fala!
como é que eu chego lá,
no lugar daonde eu vim?
que meu avôzinho contava
tão aprazível era assim.
o riacho no pé da serra,
hoje em volta é só pasto.
a água toda barrenta,
e o leito? assoreado.
por vezes até penso,
antes ainda ser pescado,
que subir esse rio todo,
só pra vê-lo devastado.
mas é que o tal do bicho homem
sem razão ou vergonha alguma
resolveu dividir entre ele
aquela terra que era uma
aí na fomiagem
desmata as beiras do rio
os morros, tudo pastagem
e as areia aonde ficam?
quando chove as voçorocas
choram aquela terra toda
enchendo o fundo dos rios
alagando as várzeas choca
pq no pasto envenenado
não dá râ não dá preá
minha única compania
são as vacas com quem não sei falar.
uma boa vaca devia ser
a mãe do dono desse pasto
que não ensinou pro seu bebê
pra não bulir com o arrumado.
agora essa desordem toda
rios que viraram vala
e as tainhas na entrada do rio
se perguntam desorientadas
praonde eu vou
pra qual lado eu sigo
não tô muito na pilha
desse rio poluído
praonde eu vou
pra qual lado eu sigo
quem foi o vacilão
que fez isso comigo?
e eu ali remando tranquilo
nas águas sujas da prainha
ouço e finjo que não é comigo
a reclamação das tainhas.
o foda é se fingir de surdo
quando tô muito mais que ligado
que quem tá fudendo o mundo
são meus irmãos, fi de macaco.
como é que pode um bicho só
tanto estrago aí causar
era caso da natureza
também vez por todas adotar
essa tal democracia
só pra ver bicho votar.
vai ser macaco, anta cutia
peixe do rio, peixe do mar
os passarinho tudo unido
cantando só pra tripudiar
o perdedor da assembléia
isolado no canto, todo chorão
o homem cheio das idéias
ia amargar pra sempre a solidão
e o macaquinho zombeteiro
não ia perder a ocasião
agora tu casa com o dinheiro
meu priminho vacilão!
um pouquinho de cultura, um pouquinho de política, um pouquinho de surf. (quase) tudo capixaba!
quarta-feira, 27 de abril de 2011
café
preto como a noite
cafézim na tarde cinza
coroando com um amargo doce
aquela chuva que caía
na cabeça dagente as coisas dançam
às vezes rápido, outras devagar
difícil é viver sem ser chato
com aqueles que queríamos agradar
um vacilo, um deslize
palavras desditas ou nunca faladas
viver é e também não é
sonhar com contos de fada
mas e daí minhas rimas pobres
palavras até mal escolhidas
feito um edredon que por vezes cobre
enquanto outras partes descobria.
cafézim na tarde cinza
coroando com um amargo doce
aquela chuva que caía
na cabeça dagente as coisas dançam
às vezes rápido, outras devagar
difícil é viver sem ser chato
com aqueles que queríamos agradar
um vacilo, um deslize
palavras desditas ou nunca faladas
viver é e também não é
sonhar com contos de fada
mas e daí minhas rimas pobres
palavras até mal escolhidas
feito um edredon que por vezes cobre
enquanto outras partes descobria.
domingo, 24 de abril de 2011
Alugo!
Alugo a vaga pra ver a lua
nascer de forma especial
alugo a vaga de ver a lua
do meu ladinho, coisinha e tal.
pra ver ela nascer
bonita e cheia
linda minguando
alugo vaga de ver a lua
só por desculpa
pra ter você
de vez em quando..
nascer de forma especial
alugo a vaga de ver a lua
do meu ladinho, coisinha e tal.
pra ver ela nascer
bonita e cheia
linda minguando
alugo vaga de ver a lua
só por desculpa
pra ter você
de vez em quando..
sábado, 16 de abril de 2011
Do Jeito que seu Nego Gosta!
Porque nostalgia é assim igual uma mola.
que agente comprime
às vezes de propósito
Só pra ver até aonde guenta pular!
"Tomara, tomara que a chuva
Tomara que a chuva caia logo
Pra molhar você
Pingo de estrela cai do céu azul
Do jeito que seu nego gosta
O jeito molhado do seu corpo nú
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Te ver brilhando em meu olhar
Do jeito que seu nego gosta
E te amando peço seu cantar
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Cortando espaço de norte à sul
Do jeito que seu nego gosta
Gotas de mel no seu sorriso blue
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Te ver brilhando em meu olhar
Do jeito que seu nego gosta
E te amando peço seu cantar
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Cortando espaço de norte à sul
Do jeito que seu nego gosta
O jeito molhado do seu corpo nú
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Te ver brilhando em meu olhar
Do jeito que seu nego gosta
E te amando peço seu cantar
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta!"
Tomara que a chuva caia logo
Pra molhar você
Pingo de estrela cai do céu azul
Do jeito que seu nego gosta
O jeito molhado do seu corpo nú
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Te ver brilhando em meu olhar
Do jeito que seu nego gosta
E te amando peço seu cantar
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Cortando espaço de norte à sul
Do jeito que seu nego gosta
Gotas de mel no seu sorriso blue
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Te ver brilhando em meu olhar
Do jeito que seu nego gosta
E te amando peço seu cantar
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Cortando espaço de norte à sul
Do jeito que seu nego gosta
O jeito molhado do seu corpo nú
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Te ver brilhando em meu olhar
Do jeito que seu nego gosta
E te amando peço seu cantar
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta!"
sábado, 9 de abril de 2011
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