domingo, 16 de janeiro de 2011

Requiém por um Camelo




no meu cavalo branco, 

desvendando coloridos mistérios

princípe sem castelo
belo dia acordei.



pra trás fica o sonho

a brisa no rosto secando o suor
e a esperança que o próximo camelo
funcione bem melhor!



pode até não ter freios

ser todo enferrujado também
pode ter marchas de um novo modelo
o design arrojado de uma caloi 100



mas a verdade é que não te esqueço

a você, meu eterno apreço



que saudades do meu primeiro

Camelinho, cavalo branco do bem!

por onde eu vou?

Aí o conhecido vai preso na semana.

e agente sai de rolê. vários passados se encontrando num presente meio enevoado, de catuaba, de tabaco forte do paiol...

só pra ter certeza de que quem eu era não sou mais. não que eu saiba ao certo. quem eu sou, ou quem são os outros...

tá tudo tão diferente que a bolação é perceber que o que já foi um dia, agora, nem parece mais tão...

e aí, quem filtra isso tudo? e aí, por onde segue o convívio?

qual caminho tranquilo seguir? acho que nenhum ainda.

mas tá chegando a hora de escolher.

Erva Rasteira!

vídeo :: Luíz Gonzaga :: vídeo

Erva rasteira, erva rasteira...
Erva rasteira, erva rasteira!
Erva rasteira
Nasceu pra ser pisada
Nasce pra ser pisada
Nasce e cresce
E morre bem embaixo
Mas o homem
Que é homem de valor...
Jamais se propõe
A ser capacho!


É covarde aquele que cair
Por não tentar jamais se levantar
Sem ter-se os pés feridos
Em lamentos se deixa acomodar

Se um dia
Ele tenha abrir a boca
Se ver sem direito de falar
Seu destino é viver bem rente ao chão
Até que ele venha lhe tragar


Erva rasteira, erva rasteira...
Erva rasteira, erva rasteira!
Erva rasteira
É que pode ser pisada
Mas descuido
Ela paga com espinho
O homem que é homem de valor
Se levanta e conquista seu caminho! 


Erva rasteira... erva rasteira!

oficialmente de ressaca.

mas tô melhor que o sujeito aí da foto, esse vai ser varrido.

"o problema não é nem girar, mas não aumentar a circunferência!" disse o profeta da selvagem geladinha ontem à noite!

sábado, 15 de janeiro de 2011

a inconstância da alma selvagem

Viveiro de Castro que me desculpe mas pra mim isso é assim.

Tem coisa que agente quer que todo mundo diz que não é pra querer. Tem um jeito de viver que todo mundo diz que não é o certo.

Todo mundo é quem?

É quando junta um monte de gente pra cagar regra na vida dos outros. É escola, é estado, é instituição, é a multidão esnobe de nariz em pé.

E o que tem eu, nascido no Brasil, com o que um bando de pederasta grego (sem homofobia galera) escreveu há alguns milênios lançando as bases pra essa civilização judaico cristão ocidental que se espalha, como um tsunami de tristeza e frustração pelo mundo?

Tô curtindo outra perspectiva. Aquela de que o passado e o futuro só existem no presente. De que eu sou meio bicho também e que a racionalidade que opera o mundo não faz tanto sentido assim...

Eu quero mais é ser índio mesmo, bárbaro, herege peladão. Quero ver a lua mudar no céu, em vez de assistir o mesmo filme repetido cinco dias por semana oito horas por dia quatro semanas no mês.

E hoje que a lua começa a crescer eu vou é pra rua, uivar pra ela. Nem que seja sozinho, pra ninguém me carregar pra casa. Nem que seja acompanhado, com alguém pra levar pra casa. De qualquer jeito, nunca de jeito manera!

Planos? Tô fuera. Como diriam os cristãos, por hoje não. só hoje vai... curtir uma inconstância. uma pausa na ária ocidental. um bug no sistema, um neo na matrix, uma pedrinha na engrenagem... não quero impedir nada de funcionar... Só quero funcionar do jeito que eu quiser!

pra mim essa capa sempre lembra um rabo de gato!

iririu do forró!