um pouquinho de cultura, um pouquinho de política, um pouquinho de surf. (quase) tudo capixaba!
sábado, 15 de janeiro de 2011
Baião da Garoa!
Baião da Garoa
vídeo :: Seu Luíz Gonzaga :: vídeo
"Na terra seca quando a safra não é boa...
Sabiá não entoa!
Não dá milho e feijão!
Na Paraíba, Ceará nas Alagoas...
Retirantes que passam vão cantando seu rojão!
Tra, lá, lá, lá, lá, lá, lá - (Bis)
Meu São Pedro me ajude
Mande chuva, chuva boa
Chuvisquinho, chuvisqueiro
Nem que seja uma garoa
Uma vez choveu na terra seca
Sabiá então cantou
Houve lá tanta da fartura
Que o retirante voltou
Tava lá eu na pisada (2x)
Tum, tum, tum
Oi! Graças a Deus
Choveu garoou
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
arrumou a maior confusão e sumiu no mundo
Aí ele pegou o ônibus né, e foi embora. Falou que ia subir pro norte, são mateus, conceição da barra. Tem tempo que não o vejo.
Fiquei com saudade, há muito que eu queria ver ele denovo. rezo a deus todo dia pra que isso aconteça.
o que eu ouvi dizer foi assim
no ônibus mesmo ele conheceu a tal moça lá. que levou ele. É eu digo que levou, pq levou mesmo tá. Eu sei que o caminho dele quem escolheu foi ele mesmo, mas pra mim quem levou ele lá foi ela. é ela que eu culpo.
mas então, de lá da rodoviária mesmo, quando desceu e ligou pra casa, só o que agente sabe é de ouvir dizer.
ele foi pra casa dela. casa grande, tinha pai mãe, irmão tudo do bom e do melhor a dita cuja lá. Casarão no interior, fazenda, pasto e café. e um monte de confusão. eu nunca vi nem foto dela, mas bonita devia de ser mesmo. pra ter virado a cabeça dele desse jeito...
eu sei que ele chegou e foi logo trabalhar. chegou com ela, ela ajudou, botou na fazenda do pai. era um menino sabido, esperto, inteligente. sabia se virar. e foi parar lá naquele fim de mundo, trabalhando de peão, vê se pode... mas foi, foi trabalhar de peão. cuidar de gado, do café, enfim, serviço de peão né... mas sabia que não ia durar.
primeiro, porque o menino era esperto mesmo. qualquer patrão sabia que tava perdendo dinheiro deixando alguém daquele jeito pra fazer serviço pesado, tendo um montão de coisa de negócio, das terras, da fazenda pra cuidar...
sabido ele era, sempre foi muito! desde pequenininho...
segundo porque já tava enrolado lá com a moça né. filha do patrão, que botou ele nesse esquema aí de peão. essa é uma das partes que eu não entendi direito. porque botou ele logo de peão né? podia ter visto uma colocação melhor pra ele, mas não, foi de peão mesmo.
às vezes eu penso assim, vai ver foi ele mesmo que pediu. sempre foi dessas besteiras de humildade orgulhosa. vai entender... mas continuo achando que essa aí é que foi a perdição dele.
eu lembro quando ele ligou, lá da rodoviária. "ei tia olha só..." aí contou né, conheceu a menina, ia com ela pra casa dela lá, que ia trabalhar. era o plano dele desde o começo, saiu sem falar nada pra ninguém ó. falou que era férias, que ia pra itaúnas, pra cima lá. acreditei, sempre foi disso, de viajar e sumir...
dei a benção e falei comigo mesma "já já ele enjoa e volta". nunca teve nada assim que durasse muito com ninguém por aqui. não ia ser naquele fim de mundo, com uma moça que ele acabou de conhecer, eu pensei. acho até que tava certa, errei só de achar que ele voltava. voltou não.
arrumou a maior confusão e sumiu no mundo.
Fiquei com saudade, há muito que eu queria ver ele denovo. rezo a deus todo dia pra que isso aconteça.
o que eu ouvi dizer foi assim
no ônibus mesmo ele conheceu a tal moça lá. que levou ele. É eu digo que levou, pq levou mesmo tá. Eu sei que o caminho dele quem escolheu foi ele mesmo, mas pra mim quem levou ele lá foi ela. é ela que eu culpo.
mas então, de lá da rodoviária mesmo, quando desceu e ligou pra casa, só o que agente sabe é de ouvir dizer.
ele foi pra casa dela. casa grande, tinha pai mãe, irmão tudo do bom e do melhor a dita cuja lá. Casarão no interior, fazenda, pasto e café. e um monte de confusão. eu nunca vi nem foto dela, mas bonita devia de ser mesmo. pra ter virado a cabeça dele desse jeito...
eu sei que ele chegou e foi logo trabalhar. chegou com ela, ela ajudou, botou na fazenda do pai. era um menino sabido, esperto, inteligente. sabia se virar. e foi parar lá naquele fim de mundo, trabalhando de peão, vê se pode... mas foi, foi trabalhar de peão. cuidar de gado, do café, enfim, serviço de peão né... mas sabia que não ia durar.
primeiro, porque o menino era esperto mesmo. qualquer patrão sabia que tava perdendo dinheiro deixando alguém daquele jeito pra fazer serviço pesado, tendo um montão de coisa de negócio, das terras, da fazenda pra cuidar...
sabido ele era, sempre foi muito! desde pequenininho...
segundo porque já tava enrolado lá com a moça né. filha do patrão, que botou ele nesse esquema aí de peão. essa é uma das partes que eu não entendi direito. porque botou ele logo de peão né? podia ter visto uma colocação melhor pra ele, mas não, foi de peão mesmo.
às vezes eu penso assim, vai ver foi ele mesmo que pediu. sempre foi dessas besteiras de humildade orgulhosa. vai entender... mas continuo achando que essa aí é que foi a perdição dele.
eu lembro quando ele ligou, lá da rodoviária. "ei tia olha só..." aí contou né, conheceu a menina, ia com ela pra casa dela lá, que ia trabalhar. era o plano dele desde o começo, saiu sem falar nada pra ninguém ó. falou que era férias, que ia pra itaúnas, pra cima lá. acreditei, sempre foi disso, de viajar e sumir...
dei a benção e falei comigo mesma "já já ele enjoa e volta". nunca teve nada assim que durasse muito com ninguém por aqui. não ia ser naquele fim de mundo, com uma moça que ele acabou de conhecer, eu pensei. acho até que tava certa, errei só de achar que ele voltava. voltou não.
arrumou a maior confusão e sumiu no mundo.
surf!!
Minhas mãos ainda estão molhadas
barrão, vila velha
do azul das ondas entreabertas,
califa, praia grande.
e a cor que escorre de meus dedos
regência, boca do rio
colore as areias desertas.
califa, praia grande.
Palavras de Cecília Meireles.
rs
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
poesias de quando era mais novo!
"Quando o sol morre no céu
pintando as nuvens de vermelho
não se procura nenhum réu
culpado do crime derradeiro
A verdade é que ninguém liga
pra sua morte de cada dia
porque não se pode acreditar
que ele realmente perdeu a vida
Mas o besta não sabe nem fingir
no outro dia, tá ele a levantar
como ele espera alguém chorar
pela cena que repete todo dia?""Do sol da manhã
ao sol do meio dia:
Algumas horas que passam,
menos tempo de vida.
Relógio que não quebra
Segundos que nunca param:
O tempo é a flecha certeira
que nunca erra o alvo."
"Um olhar e um sorriso
um beijo e uma conquista...
um presente e um medo
um motivo e uma briga:
vários finais..."
"Perdi a hora
pra me sentir atrasadoEspero a demora
do tempo despreocupado
E choro algumas lágrimas
pelo leite derramado."
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